Mostrando postagens com marcador pescaria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pescaria. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de junho de 2011

Barraquinha de quermesse

Acabo de ler no site da Folha sobre "quadrilha clubber" (ainda se fala 'clubber', gente? Aff...) e "barraca do beijo". Taí algo que deveria ser engraçado mas não é, assim como A Praça É Nossa.
Barraca do beijo, na verdade, é a expressão mais simples e verdadeira do Brasil como ele é - você paga por algo que poderia ter de graça (talvez da mesma pessoa de quem você está comprando) e, na maioria das vezes, quem está oferecendo o 'serviço' está na lista dos "nem me pagando!".

Eu não frequento balada "clubber" em SP, então não posso atestar nem pro sim e nem pro não as condições do design da frequência, mas a julgar pela quantidade de mulher bonita sobrando por aí, eu diria que estou certa - é tiro n'água. Já ouço ao longe um "Ahhh, mas como você é preconceituosa! Os feios também merecem se divertir!" - e não serei eu a do contra! Merecem e devem, a diferença nestes casos (de balada) é que além da feiura, ainda tem o adicional de chucreza social - não saber se portar e nem como tratar as outras pessoas. Nada mais hediondo do que a estupidez...

Além da canoa furada na barraca do beijo, tem também a agonia de tentar acertar a maldita boca do palhaço pra ganhar aquela bola colorida gigante (olhaí o trauma de infância). Ano passado fui expulsa da barraquinha da pescaria por um grupo de crianças. Só uma delas se deu conta - e essa vai longe - de que eu poderia ganhar pra elas os prêmios que queriam. Tomei coça na barraca do palhaço e na das argolas e ouvi: "É, se nem ela conseguiu, nem adianta a gente tentar..." do malandrovski júnior.

Ou seja, quermesse é uma agonia disfarçada - você espera por chances que o resto do ano desaparecem (ou você desaparece delas), come tudo o que pode e - principalmente - o que não pode, tenta a todo custo conseguir a maldita bola colorida gigante, corre feito um excomungado do seu par da quadrilha e, por estarmos no inverno, o salsichão tá frio.