quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Síndrome de Confúcio

Acabo de voltar da maior incursão por SP que já fiz até hoje. Tomei o ônibus errado, fui parar no centrão e voltei para onde ia, Perdizes, passando pela Pompéia. Na volta pra casa (Alto de Pinheiros), passei pela Lapa.

Durante toda essa perigrinação, constatei que saí pelada de casa. Ou seja, tristeza é definitivamente proibido. Eu poderia matar um filhote de cachorro, descangotar um bebê, chutar um idoso e NADA DISSO seria tão abominavelmente grave quanto não sair sorrindo na rua.

Sim, num País onde mesmo sem ter onde dormir as pessoas pulam carnaval, era de se esperar.



Todos temem a sua presença, não te dão informação, mal te olham na cara, como se fugissem de uma doença contagiosa. O esforço por um mero sorriso foi tamanho, que na Caixa o atendente contou 3 piadas enquanto cobrava a fatura (vencida há 1 mês) do cartão. Foi de uma gentileza tão grande que, se eu não estivesse com tanta pressa, ele provavelmente pagaria a minha conta, só pra me ver sorrir.
O trocador do ônibus errado não me deixou pagar outra viagem, para retornar para onde eu tinha que ir. Duas senhorinhas vieram com frases da Bíblia, sem sequer saber o motivo do meu bico. Imagino a decepção de todos eles, coitados...

Enfim, não sei se os guardinhas da CET estão canetando pessoas deprimidas também, mas a sorte é que não passei por nenhum durante o meu trajeto.

Isso tudo me fez lembrar e reparar no vício por frases de autoajuda que muitas pessoas no Facebook postam diariamente em seus murais. Tem de tudo, mas 90% delas fala sobre relacionamentos - como um todo, não só aquele que sofrivelmente tentamos engatar - e geralmente são pensamentos tão genéricos quanto as previsões do horóscopo (que as mesmas pessoas leem e acreditam).

Poucas coisas podem ser mais maldosas do que frases de autoajuda. É tão ruim quanto automedicação, no entanto as autoridades de saúde ainda não se manifestaram a respeito.
Exemplo que li ontem no Face - " Se eu quero, eu posso e CONSIGO!!! Não economize palavras, não economize sentimentos. Um dia pode ser tarde demais...". Quanta putaria...

Eu não libero os comentários aqui, mas acho que no meu perfil consta o meu email. Por favor, se alguém JÁ FEZ isso que manda a frase acima E DEU CERTO, por favor me escreva. Faço questão de mencionar o seu case de sucesso aqui no blog!

Tem mais essa - "Nunca deixe que nenhum limite tire de você a ambição da auto-superação". Então, você que foi demitido justo quando planejava uma subida de cargo na empresa, volte lá e SE RECUSE a sair! E se alguém contestar sua atitude, mostre a eles esta frase e tudo se esclarecerá, porque "O homem auto-satisfeito desconhece o vexame".

A não ser em Happy Valley, desacredito na eficácia de frases desta natureza. E o desafio está lançado: Pago uma caixa de cerveja ao primeiro que FILMAR a experiência de dizer a frase sobre sentimentos (a quem quer que seja o seu alvo sentimental), OBTENDO ÊXITO.


E pra encerrar no estilo, um pensamento: "Ser xepeiro no amor é perder a auto-estima."


domingo, 4 de setembro de 2011

Batisti Marilac

Depois que saí da cadeia, resolvi fazer algo de diferente! Resolvi ficar nesta cidadezinha brasileira, tomando meus bons drink, curtindo esse inverno maaaaaravilhoso do Brasil, e dividindo com vcs esses momentos meus! Esta cerveja está geladíssima! Saúde!
 
E teve boatos q eu ainda estava na pior... Se isso é tá na pior, PORRAN, o quê que quer dizer tá bem, né?!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O UFC da vida

Enquanto todo mundo finge um súbito interesse no engalfinhamento televisonado de brutamontes, a minha luta é outra. Socar a cabeça de alguém é fácil, quero ver dizer que ama.
Voadora no pâncreas é fácil, quero ver reconhecer que mandou mal.


Aquele encenamento tipo Telecatch moderno, quase um Miss Universo, em nada se parece com o arranca-rabo dos dias reais. Tô vendo a hora que a ONU vai surtar entre cuidar da Líbia e cuidar de mim. Pra viver como eu vivo, tem que ser muito macho. A coisa chegou num ponto que, ao chegar em casa e acender a luz, a lampâda explodiu o lustre. Nem sei qual caco catar primeiro...



Anderson Silva, aquela parede de músculos que larga o braço na negada no tatame, se sensibilizaria comigo. Capaz de chorar. Capaz de bater mais nos outros só pra fazer alguma justiça, uma homenagem. Mas burrice não se resolve na porrada, senão eu mesma resolveria. Ainda lembro dos golpes do muay thai.


Digo burrice, mas pode ser lesera mesmo. Ou simplesmente maldade, porque o mundo é feito 80% de água, 15% de maldade e 5% de resto. E o ruim da maldade é que geralmente o castigo não vem nesta vida, é como atrasar o pagamento da fatura do cartão - vem na conta seguinte.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

É lei


Este é o homem que pôs em palavras aquela situação irritante e odiosa de "falência" das coisas, Edward A. Murphy.

Em maior ou menor grau, somos diariamente antingidos pela sua lei. Agora mesmo, estou aqui aguardando uma resposta importante, que tanto pode vir por celular como por mensagem no Facebook, e o que acontece? LIGA A DILMA MAS NÃO LIGA QUEM TEM QUE LIGAR!

"Oi querida! Tá boa? Então, tô ligando pra saber o que você tá achando do meu governo e talz.."

E a TIM? Se tem algo que a TIM ama é quando eu estou esperando um telefonema ou sms. Eu acho até que eles devem fazer uma mini festa no escritório de tanta alegria, pois são momentos em que eles enviarão TODAS AS MENSAGENS DE SPAM que são capazes de criar!

A TIM e seu oportunismo fora de hora

Sim, porque quando eu preciso de serviços, o povo do telemarketing só sabe dizer que "o sistema está fora do ar". Mas nunca sai do ar quando me interessa, né?!

E não menos inconveniente é esperar resposta ou mensagem no Facebook. É o momento em que seu news feed LOTA de tranqueiras - convites para aplicativos, perguntas bestas, fotos de crianças, convites para joguinhos, convites para eventos de gente que você não conhece em um país onde você nunca esteve, spam de festa furada, mensagens privadas de grupos com mais de 200 pessoas - E TODAS RESPONDEM - marcações em fotos... Um inferno!

Pedra, papel ou tesoura?

Que fique claro que eu sei esperar, afinal são anos de treino. Mas que irrita, ah, isso irrita!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A conga do doce

Não me refiro ao estilo de dança. E nem do tênis simpatiquim. Falo da mulher-macaco mesmo. Aquela dos parques de diversões, que me metia medo quando eu tinha 4 anos de idade.


A gente cresce e depois entende porque a Conga virava macaco...

Pelo menos 3 dias no mês eu sofro do Mal de Conga. São dias em que QUALQUER doce é indispensável para o bem geral da Nação. E eu lamento, muito, ter que consumir esse maldito doce, poque quando a Conga passa, vem o incrívelhulkismo de ódio de estar 3x mais gorda!

Mas eu sou pior, porque existe uma escala de importância entre os doces. Por exemplo, chocolate é última opção, é quando a Dilma faz pronunciamento na tv dizendo que eu preciso comer qualquer doce antes que a Força Nacional entre no esquema pra me conter. Mas até que as coisas cheguem a este ponto, eu ainda escolho os favoritos. A seguir, um tutorial simples e prático para quem precisa lidar comigo na conguice da TPM:



Torta de maçã (sem sorvete)

Strudel de maçã

Mil-folhas

Camafeu de nozes (ou qualquer coisa com nozes)

Doce de abóbora com côco

Cajuzinho

E fiquem tranquilos, eu não desconto a raiva da gordice em quem me dá doce. Como já disse Clemenza, "Io saccio come ringraziare"...

domingo, 10 de julho de 2011

Escola de teatro


Eu fugi enquanto eu pude, sequer terminei minha faculdade justamente porque eu era obrigada a interpretar, e isto sempre me pareceu má ideia. Mas Deus gosta desta má ideia, é como Woody Allen. E apesar da total falta de interesse pela arte da interpretação, parece que eu me saio muito bem. Não é de hoje que amigos e colegas de trabalho dizem que eu "deveria estar na televisão". Honestamente, não sei se isso é exatamente um elogio...

Eu acho que já estou na televisão, numa espécie de "Truman Show", e tenho fãs secretos. Gente que admira como eu saio das situações mais grotescas e como eu sofro genuinamente com os acontecimentos. Genuinamente para vocês, telespectadores, porque este nível de excelência requer muita prática, muita concentração e trabalho. Houve uma época em que eu, recém-chegada às coxias ainda com a sacolinha do Mundial* na mão, sofria de verdade. Não existia isso de "fingir um sentimento", isso era coisa do Demônio! Como assim fingir sentimentos? Atuar é isso?? O horror....


Mas aí, se você não aprende por bem, aprenderá na marra. Acho que assim foi com grandes nomes do teatro e do cinema em todo o mundo. E os que não aprendem, ficam loucos, e loucos não trabalham. Digo a você, amiga ou amigo leitor que está aí justamente pensando em seguir carreira como atriz ou ator, que na verdade é bastante simples. O que vai galgar o nível de qualidade da sua interpretação é o modo como você interpreta a sua própria vida. E sabe por quê? Porque você tem o diretor mais carrasco e abominável da História - você mesmo.
Pensou que era Deus? Qual nada... Deus é somente o cara que escreve os textos. Pra Ele tanto faz se é você ou sua vizinha que vai usar aquelas falas, contanto que alguém as diga, porque Ele também não curte trabalhar a toa!

Eu não posso reclamar de todo, porque meus textos são co-escritos por Nelson Rodrigues. Não, não fui numa casa espírita pra saber disso. Basta observar alguns fatos na vida, e pronto. E eu sou fã dele, então tudo bem! E quanto mais esdrúxula e desagradável a situação, mais bárbaraheliodoramente** notável é a minha atuação. É exaustivo, confesso, mas é como dizem - "tudo pelo show biz".

Estão todos convidados para esta minha nova temporada em cartaz. E tem brinde pra quem for me ver!




* Bárbara Heliodora é uma temida/respeitada crítica de teatro carioca.
** Mundial é uma rede popular de supermercados carioca, conhecida por seus preços baixos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Marilyn real



Marylin Monroe sempre foi, pra mim, um ícone estranho. Linda, incrível, bom coração, meio perdida na vida, gostosona da época, e triste, sempre triste. Olhos tristes, relacionamentos tristes. Era só mais uma gostosa, ninguém queria saber se tinha bom coração e/ou vontade de ser uma atriz de verdade.
Eu costumo dizer que só se via a Marilyn mesmo nos sets de filmagem, ainda assim quando o diretor gritava "ACTION!". No mais, era só a tal da Norma Jean, num outro corpo, enganada por aquele papinho mazomeno do "Você é linda, pode ter tudo e todos". Acreditou, né? Coitada...acabou como acabou.